sábado, 30 de maio de 2009

Imunidade

Após a infecção inicial, o sistema imunológico inicia uma série de reacções para tentar conter a multiplicação do vírus no corpo. Elas incluem a produção de anticorpos e o desenvolvimento de células capazes de identificar e eliminar outras células que foram infectadas pelo HIV, chamadas linfócitos T CD8+ citotóxicos. Infelizmente, a resposta imunológica não é capaz de controlar o vírus na grande maioria das pessoas que se infectam pelo vírus. O HIV passa, então, a destruir cada vez mais as células. Quando as células T CD4+ estão em número muito baixo no sangue (em geral, quando ficam abaixo de 200 células por microlitro de sangue), a pessoa fica mais esposta a desenvolver doenças que se aproveitam de sua fragilidade imunológica, daí o nome de doenças oportunistas.
Cerca de 10% de todos os europeus carregam um polimorfismo do CCR5, um receptor de superfície celular que auxilia nas infecções por HIV-1 M-trófico. O HIV-1 M-trófico usa os receptores CCR5 e CD4 para entrar nas células-alvo, diferentemente do HIV T-trófico que usa o CXCR4 com o CD4. Pessoas com essa mutação (uma deleção de 32 pares de base) têm um risco muito baixo de infecção pelo HIV-1 já que o HIV M-trófico geralmente inicia a infecção. De fato, 1% de todos os europeus homozigóticos para o polimorfismo podem ter uma proteção adicional (apesar de incompleta).

Sintomas

A infecção aguda com o HIV é uma síndrome inespecífica, a qual é facilmente não percebida devido à sua semelhança com a infecção por mononucleose e outras infecções virais. Febre, cansaço e vómitos são os sintomas mais comuns, e muitos desenvolvem linfadenopatia (linfonodos inchados). Faringite, mialgia e muitos outros sintomas também ocorrem.

Transmissão

O vírus é mais frequentemente transmitido pelo contacto sexual (característica que faz da AIDS uma IST), pelo sangue e da mãe para o filho durante o parto ou, mais raramente, durante a gravidez.
Apesar de difícil, pode ocorrer pelo contacto directo com sangue, como por exemplo se esguichar nos seus olhos ou com a junção de dois sangues diferentes. Mas no caso do sangue, é mais comum com trocas de seringas entre usuários de drogas ou em reutilização em hospitais (por isto, lembre-se de sempre exigir que a embalagem da seringa deva de ser aberta na sua frente).
No contacto sexual, pode ser qualquer tipo de sexo, como oral,vaginal e anal ou até em casos mais raros como anilíngua, apesar de ser mais difícil de ocorrer (ainda sim, possível). A transmissão do HIV durante o contacto sexual pode ser facilitada por vários factores, incluindo a penetração anal sem protecção, presença concomitante de doenças sexualmente transmissíveis, especialmente aquelas que levam ao aparecimento de feridas genitais, lesões genitais durante a relação sexual e quantidade mais elevada de vírus no sangue da pessoa infectada.
Em beijos é raro, pois o vírus não sobrevive a certas substâncias da saliva.

HIV - historia

O HIV-1, ou HIV foi descoberto e identificado como causador da AIDS por Luc Montagnier e Françoise Barré-Sinoussi da França e Odete Ferreira de Portugal em 1983 no Instituto Pasteur em França. O HIV-2 foi descoberto por Odete Ferreira de Portugal em Lisboa em 1985. Uma minoria de cientistas continuam a questionar a conexão entre HIV e a AIDS e até a existência do HIV, embora a relação entre o vírus e o desenvolvimento da doença já seja bem estabelecida.
A sua descoberta envolveu uma grande polêmica, pois cerca de um ano após Montagnier anunciar a descoberta do vírus,chamando-o de LAV (vírus associado à linfoadenopatia), Robert Gallo publicou a descoberta e o isolamento do HTLV-3. Posteriormente se descobriu que o vírus de Gallo era geneticamente idêntico ao de Montagnier, e que possivelmente uma amostra enviada pelo francês havia contaminado a cultura de Gallo.
O último boletim da UNAIDS projeta cerca de 33,2 milhões de pessoas que vivem com o HIV em todo o mundo ao final de 2007, a maioria na África.
Nos Estados Unidos, torna-se ilegal uma pessoa com HIV infectar voluntariamente outra pessoa com o vírus. Acontece o mesmo em muitos países ocidentais.
É provável que o vírus do HIV tenha vindo pelo contato com o macaco que tem o vírus SIV (há variações de teorias de como teria ocorrido, como testes científicos). Depois de o vírus ter infectado o ser humano, sofreu mutações genéticas.
Nas pessoas portadoras de HIV, o vírus pode ser encontrado no sangue e, de acordo com o sexo, no esperma(homens) e nas secreções vaginais e no leite(mulheres). Assim, uma pessoa pode adquirir o HIV por meio de relações sexuais com parceiros portadors do vírus, de transfusões com sangue contaminado, pela aplicação de injecções com seringas e agulhas contaminadas. Mulheres grávidas portadoras de HIV podem transmitir o vírus para o feto através da placenta, como também pode vir a passar o vírus para o bebê por meio da alimentação.

Camboja

Num país bastante conhecido pelos problemas com o tráfico de seres humanos e a exploração sexual como o Camboja, nao é de se estranhar que uma das populações mais afetadas pelo HIV/Aids seja a dos profissionais do sexo. Segundo a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), 2,7% deles são soropositivos. Em Siem Riep, cidade onde está o famoso templo Angkor Wat, principal ponto turistico do país, dados colhidos pela ONG apontam que 3 mil mulheres, dos 300 mil habitantes da cidade, trabalham com prostituição - ou seja, 1% da população.

Em geral, a maioria dos indivíduos que entram para a prostituição são mulheres com idades entre 20 e 27 anos, vindas do interior do país e que vêm na profissão uma oportunidade de ganhar um bom dinheiro. Mas há rapazes também.
Em colaboração com as ONGs locais, a MSF desenvolveu um programa de tratamento e prevenção de HIV/Aids para essa população, que inclui desde de atividades informativas até distribuição gratuita de preservativos, algo que não é feito pelo governo.

sábado, 21 de março de 2009

Protecção

Apesar do uso do preservativo ser uma das práticas mais incentivadas no controle das DST’s e mesmo tendo conhecimento da importância do seu uso durante todas as relações sexuais, a maioria não utilizam sempre, no exercício da profissão.Tornando-as vulneráveis ao risco de contraírem alguma DST. Sendo comprovado através dos exames realizados, a presença de HPV, Sífilis, Hepatite B, Cândida, Trichomonas vaginalis e Gardinerella vaginalis.

Classificação das DST's

As DST’s segundo o Ministério da Saúde são classificadas da seguinte forma:
1. Corrimento uretral
2. Corrimentos vaginais
3. Ulceras genitais
4. Dor pélvica
5. Infecção pelo papiloma virus humano (HPV)
6. Hepatites virais
7. Infecção pelo HIV
8. Infecção pelo vírus T-Linfotropico Humano (HTLV)
9. Infecção pelo citomegalovirus (CMV)
10. Infecção pelo vírus do molusculo contagioso
11. Ectoparasitoses

Desigualdade

Entre os fatores determinantes das DST’s estão a desigualdade de gênero; a pobreza, que promove a prostituição (como forma de sobrevivência); e a precariedade dos serviços de saúde. Que retardam a procura de tratamento, promovendo significativoimpacto na disseminação da doença.
Historicamente coube às mulheres prostitutas a responsabilidade pela transmissão das DST’s. Com o início da Epidemia da AIDS, recai sobre elas a culpa pela disseminação das doenças nos grupos heterossexuais.
No mundo estima-se a ocorrência de 300 milhões de casos novos de DST por ano.
Este grande número de casos justifica a real necessidade de seu controle, expressa
através dos seguintes dados: estão entre os principais elementos facilitadores da
transmissão do HIV; algumas possuem alta morbidade e podem levar o portador a óbito;
em algumas ocorre a transmissão materno-fetal, com alta morbimortalidade neonatal;
possui alto impacto psicológico sobre seus portadores, carregado de estigmatização e
preconceito; e perda do ponto de vista econômico.